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O Lado Esquerdo dos Blogs ou Aquele Blog Onde Você Sente Vergonha Alheia, Mas Tranquilo

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segunda-feira, 30 de julho de 2012

TCC - A Luta!


MARCELO VIESTI IZQUIERDO





COMO ESCREVER HISTÓRIAS DE SUCESSO
Princípios, estruturas e artimanhas da escrita dramática clássica




Projeto do Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Radialismo da Faculdade Cásper Líbero.




II PARTE
Estrutura Dramática –
Divisão Clássica em três atos, Unidade Dramática e os primeiros passos para a escrita dramática clássica

quarta-feira, 25 de julho de 2012

A vontade era de ser invisível

Não há momentos na sua vida em que você simplesmente queria que ninguém te visse?

Quando aquela pessoa importante te deixa.

Quando há problemas do dia a dia.

Quando o amor dá um tempo. Infinito.

Era melhor estar invisível.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Homens têm joelhos limpos

Eu tinha novidades para ligar.
Erros para rir.
Sonos para corujar.
Sóis para coppertonar.
Medos para desabar.
Desejos para explodir.

Já é famosa a força dos sentimentos, e a fraqueza dos homens.

Tanto me ocorre mas não posso recorrer a ti. Não devo.

Para homens, disse uma vez, está falado.

Não se ajoelham. Nem para chorar. Nem para orar.

Mas deixam de comer, para não ver passarem fome.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Vísceras

Eu sempre fui avesso a programas de TV sobre plástica, nascimento de bebês, transplantes de órgão e show de calouros.

Não gosto de sangue e de ver nada, guardado dentro do corpo humano, muito exposto. Sangue, gordura, músculos, crianças prodígio.

Acho que é por isso que, toda vez que eu vejo a máquina de café aberta, me dá essa sensação estranha.

Há uns dias, o cara da manutenção deixou a máquina aberta e foi pegar os ingredientes (café, leite, açúcar, ácido sulfúrico (pela azia que dá...), coisas assim).

A sensação é de estranheza. Um pouco de aversão.

Medo.





urgh


quarta-feira, 18 de julho de 2012

300!

300 km
300 tiros por minuto
300 rpm
300 ton
300 de Esparta...

Em outras palavras, 300 posts!

Ufa. Que venham mais 300.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Dia estranho

Está chovendo e não peguei chuva.

Está frio e eu trouxe blusas o suficiente.

E o dia está uma baderna e consegui fazer tudo tranquilamente.

Melhor eu não me mexer mais, pra nada mudar...

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Mãe Dinah

Há umas semanas, a Mãe Dinah (aquela que fala do futuro... ou fala que fala) foi na TV Gazeta, onde eu trabalho.

O clima era de tensão, já que o o Santos ia jogar com o Corinthias, na semi-final da Libertadores.

Óbvio que um dos santista mais fanáticos foi perguntar para a charla... digo, vidente, sobre quem iria ganhar o campeonato.

A Mãe Dinah olhou bem fundo nos olhos dele e disse, simplesmente "As águas vão rolar!"

O cara voltou super feliz falando da previsão da charla... digo, médium. E pra ele era certo: Água = peixe!
"Vai dar Santos!"

Mas pensando bem, o Corínthians não era um clube de regata? O símbolo dele não é, basicamente, uma âncora e um par de remos?

Bem... As águas rolaram, de qualquer forma.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Paraty, meu amor! 3 de 3

Já logo que eu cheguei, fiquei um pouco na rodoviária, esperando o dia amanhecer. Enquanto eu esperava no frio, um cara puxou papo comigo.

Era o Hudson. Um cara de guarulhos (perto de casa) que trabalhou nos EUA durante uns 20 anos. O cara sabia das coisas. Falou sobre política, segurança, futebol, ciência e sobre terrorismo (o que me fez acreditar realmente que ele morava nos Estados Unidos).

Logo depois, outro apareceu. O Flávio. O cara disse que já tinha sido dançarino de boate e cheirador (imagina a minha cara). Mas ele falou que Jesus o salvou e o tirou dessa vida. Disse que agora só é cheirador, graças a Deus (imagina a minha cara).  E lançou também "Cara, eu não vicio. Sou difícil de viciar, nunca vi. Ontem mesmo eu fumei três maços de cigarro e não sou viciado, acredita?"

A praia do Jabaquara é uma pequena praia lá de Paraty, mas muito simpática. Lá ficam diversos quiosques funcionando. E um deles é o quiosque do francês:
Um cara alto, que conseguia ser mais branco que eu (juro) e cheio de feridas pelo corpo, talvez por causa da sua pele extremamente seca. Ele me contou que chegou lá de barco. Navegava de um lado para o outro fugindo frio do oceano e acabou atracando por lá, e alugando um quiosque.
Sensacional! Sem falar que ele botou nos auto-falantes um Jazz muito esperto e me deu água (tou devendo duas pra ele).

Mas o que mais me comoveu foi o Miguel. Um menino de uns 6 anos que tinha se perdido dos pais e estava chorando, no meio de uma praça lá do Centro Velho. Eu chamei ele pra perto e perguntei se ele estava perdido. Disse que sim e me mostro no braço dele o telefone do pai. Fiquei ligando, mas antes de atenderem, o pai apareceu.
O menino levou a maior bronca "Não sai mais de perto de mim, moleque!"

E foi isso.

Já deixou saudade, Paraty.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Paraty, meu amor! 2 de 3

E além das paisagens, a parte mais profunda da FLIP também foi sensacional. 

Se não me engano, por 45 reais você podia comprar o ingresso para uma das Mesas do evento. Lá aconteciam debates e bate-papos sobre literatura (sobre o que mais seria?).

Mas pra quem não queria pagar tanto ou não conseguiu comprar a tempo (ou os dois, no meu caso), tinha a opção de assistir à transmissão ao vivo pela Tenda do Telão, por 10 reais.

O escritor, blogueiro e apresentador Carpinejar mandou muito bem, com a escritora escocesa Jackie Kay.


O Roberto da Matta faz o pessoal rir e o aplaudir de pé.

 O bate-papo sobre Drummond, no domingo, fechou minha estada no FLIP com chave de ouro. Teve até um poema inédito do Carlito Azevedo, sobre o Drummond. O cara não escrevia há 3 anos!

3 anos sem escrever. É, deu pra perceber, Carlito.
Ano passado, num post, eu contei que tinha comentado com o Laerte que "os cartunistas brasileiros têm um estilo malandro". Quem leu sabe que ele ficou doido: "O QUÊ?! Eu não sou malandro. Eu não sou vagabundo!!"

Fiquei mal com o que eu falei... até que eu acompanhei a Mesa Los Amigos. O Laerte contou que não gosta de desenhar. Gostaria que os desenhos se fizessem sozinhos. Para ele desenhar é sufocante.

MALANDRO VAGABUNDO!
Mas sem dúvida, a Mesa mais intrigante foi a Música para Malogrados. Já começando pelo nome. "Música" na verdade significava "escrita". Confundiu o pessoal. O "malogrado" então, nem se fala.

Mas o mais improvável dessa palestra foi que o escritor Vila-Matas estava solo. E conseguiu ler um texto de pelo menos 8 páginas, com mais de 21 tópicos, o tempo todo.

E como o palestrante não vê as pessoas da Tenda do Telão, elas não ligaram de debandar antes de acabar.
Mas, apesar de tudo, eu resisti. Fiquei até o final.

#EUSOBREVIVI

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Paraty, meu amor! 1 de 3

Decidi, do nada: "Vou participar da FLIP, o Festa Literária Internacional de Paraty".

Foi na loucura, mas não perdi a sanidade: "quanto custa a passagem até lá?"
Passei pela rodoviária e tive uma boa e uma má notícia. Boa: o preço não era salgado. Má: sobravam poucos assentos.

No final das contas, comprei as passagens no impulso, mesmo. E acabei deixando a consciência me encher depois.

Mas confesso que estava muito feliz. No ano de 2012, na décima edição do evento, o grande homenageado era Carlos Drummond de Andrade, o amigo leitor deste blog, que ganhou uma semana inteira só pra ele ano passado. Confira.

Levando a mochila e as passagens de ida e de volta, fui. Isso, fui! E foi sensacional!

Logo quando cheguei, a paisagem abriu um sorriso para a foto:

 
Apesar da alegria, dediquei a viagem para deixar flores no túmulo de uma amiga, que morreu de forma trágica, ano passado. Amiga essa que não poupava amores por Paraty e pelo FLIP.

Moça, você estava certa em tudo que disse. Obrigado.
Mas Rio de Janeiro não é Rio de Janeiro se não tiver praia. A praia do Jabaquara, lá de Paraty, infelizmente era uma farsa. Andando pela areia, achei o cano que enchia a praia. Vergonha, Paraty!


 

Sei lá. Achei essa ave simpática.

 E como todos os Hotéis e pousadas já estavam cheios, na luta, achei um lugar pra ficar. Singelo e frio, mas era o que tinha.


aconchegante, vai!
 Tava de bobeira, e esculpi um rosto numa pedra.


Olha, não sou de tietar, mas, convenhamos, passar pelo Ver!ssimo e não tirar sequer uma foto seria imposs!vel.


s!mpático... ou algo assim
 Andando pelas ruas de Paraty, me deparei com Drummond.

 Mostrei pra ele os posts que fiz pelos 109 anos dele, ano passado, e ele curtiu. Ele disse "Tive ouro, tive gado, tive fazendas. Hoje sou estátua viva". Vai entender.

Até ano que vem, Flip. Até lá, Paraty. Obrigado por tudo.

Amanhã tem mais!

terça-feira, 10 de julho de 2012

O homem invisível

Sempre quando volto da Faculdade, andando para casa, me deparo com um morador de rua, coberto por papelão e uma manta.

Ele está sempre lá, dormindo. Não faz barulho; não representa perigo. Está lá, simplesmente, à vista de poucos.

Até hoje... quando ficou, difinitivamente INVISÍVEL!



De alguma forma, o aparato dele continuava com o molde do seu corpo, só que ele não era mais visível.

Por isso, depois de ter sido desprezado por tantos... acabou assim. Como o resto.