Madrugada, metrô, linha azul.
Eu estava sentado em um dos bancos e subitamente sinto um cheiro de cigarro. Quando olhei bem, um cara estava fumando um cigarro e tomando uma cerveja num copo de plástico - pra não fazer propaganda, é claro.
Ele começou a conversar, em voz alta, com as pessoas dentro do vagão. "Se o Renan Calheiros pode fumar seu charuto no Senado, por que eu não posso?"
Ele parecia estar tão bem intencionado, na sua atitude anarco-política, quanto bêbado.
Numa determinada hora, se sentou ao meu lado e falou: "Por que iriam me barrar? Não tenho nenhuma droga... ilícita, é claro".
Conversou comigo, jogou o cigarro no chão e pisou nele para que se assegurasse de que ele não causaria mais desconfortos. Se levantou e disse em voz alta, para todos ouvirem: "Quem votou no Renan Calheiros não é vítima, é cúmplice!"
E foi embora, na estação Sé, gritando: "Quem votou no Renan Calheiros não é vítima, é cúmplice!"
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